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Querido, 2026!

  Você é um ano que está sendo tão aguardado. Que você traga abundância, saúde, sabedoria e sonhos realizados. Um ano novinho em folha, para eu seguir escrevendo nas páginas da minha vida. O 2026, que vivia no coração daquela menina de 17 anos, que escrevia esse blog, chegou (tá quase, mas já é 2026 em algumas parte do Mundo 🌍). O ano, em que ela completaria 30 anos de idade, que frio na barriga, 2026. É aquele algo entre ser jovem para ser velha e velha para ser jovem. Os últimos Millennials, agora será 30, redondo, para todos de 1996. 2026 e 3 anos de São Paulo. (A menina de 2013, que estudou e se dedicou tanto, estaria sim, muito orgulhosa de mim, e eu te prometo, ainda estou dando o meu melhor para realizar nossos sonhos). Deus, obrigada por ter cuidado de mim tão bem, como sempre. Obrigada por ter permitido e permitir que eu prove o lado salgado da vida (ah, Bahia!) 🌊, e que meus dias, sejam doces, obrigada por tanta proteção, obrigada por ter seu amor de Pai. Agora, hora de...

Ela/Ele


Ele desce as escadas apressado enquanto veste o blazer preto.
Ela abre os olhos no escuro do quarto, noite passada não teve sonhos ruins.
Ele precisa pegar o trem das nove, e sim, ele toma café, mas ela não.
Ambos sempre se pareceram, mas nunca tiveram a mesma história.
Ela gosta do vento e de flores amarelas para decorar a casa.
Ele gosta do inverno e de velocidade.
Ela escuta ele nas notas graves de um contrabaixo.
Ele escuta ela nas notas agudas do piano.
Ela gosta quando ele usa vermelho.
Ele sempre foi de conversar baixo.
Ela sempre evitou festas.
Ele viu ela crescer,
Ela ama brigadeiro de panela.
Ele se compara aos anjos de luz,
Ela foi luz e se tornou uma fria e sombria escuridão.
Ele segurou sua mão,
Ela vomitou todos os demônios que dominavam sua mente e coração.
Ele viu ela cair, e se deitou ao lado dela, ao amanhecer os dois estariam de pé juntos.
Ela sabia que eles estavam no mesmo ano, no mesmo século, mas não na mesma vida.
Ele pegou o táxi.
Ela rasgou seus rascunhos.
Ele se lembrou do perfume dela,
Ela soltou o cabelo.
O locutor do rádio começou o dia falando com tanto ânimo, mas ela não encontra o pé esquerdo do seu calçado.
Ele perdeu as chaves do carro, a carteira e o celular noite passada, e a pior ou melhor parte é que foi dentro de casa.
Ela escreveu a inicial dele no espelho com o vapor do banho quente.
Ele perdeu o sono.
Ela se arrepiou, 
Ele estava lá, tão perto, mas do outro lado, de outra perspectiva, as mãos de ambos se levantaram, e o que os separavam?
A realidade.

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