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Mostrando postagens de setembro, 2018

Querido, 2026!

  Você é um ano que está sendo tão aguardado. Que você traga abundância, saúde, sabedoria e sonhos realizados. Um ano novinho em folha, para eu seguir escrevendo nas páginas da minha vida. O 2026, que vivia no coração daquela menina de 17 anos, que escrevia esse blog, chegou (tá quase, mas já é 2026 em algumas parte do Mundo 🌍). O ano, em que ela completaria 30 anos de idade, que frio na barriga, 2026. É aquele algo entre ser jovem para ser velha e velha para ser jovem. Os últimos Millennials, agora será 30, redondo, para todos de 1996. 2026 e 3 anos de São Paulo. (A menina de 2013, que estudou e se dedicou tanto, estaria sim, muito orgulhosa de mim, e eu te prometo, ainda estou dando o meu melhor para realizar nossos sonhos). Deus, obrigada por ter cuidado de mim tão bem, como sempre. Obrigada por ter permitido e permitir que eu prove o lado salgado da vida (ah, Bahia!) 🌊, e que meus dias, sejam doces, obrigada por tanta proteção, obrigada por ter seu amor de Pai. Agora, hora de...

As iniciais do seu nome

Quando eu te conheci, eu tinha acabado de perder o homem da minha vida, e à minha frente eu tinha o incomum para explorar, as letras do seu nome, o seu sorriso aberto e a parte mais engraçada e particular que eu amava em você: um alto engraçado. Eu desmontei na sua frente e você disse que a gente poderia beber pra rir daquelas desgraças, eu coloquei a cabeça no seu ombro, lembro ainda dos seus moletons e do perfume que tinha seu cabelo. Era sorte e azar, era correr sem destino nenhum, rir até a barriga doer. E nós éramos tão jovens, você já estava preparado para o Mundo, e eu sempre procurava alguém para ser meu pilar, você me corrigia tanto, avisos e teimosia. E eu viveria tudo de novo, ao seu lado, sem hesitar, só por um dia. O que a gente poderia cantar outra vez? Queens na madrugada? Eu sinto sua falta, quando me pego pensando em tudo que eu poderia ter sido e não fui. Será que teríamos brigado mais vezes? Será que teríamos conquistado o nosso espaço no mundo da forma que son...

Retalhos

Às vezes, o que sobra de uma história não é a revolta ou o inconformismo de Deus não ter ouvido as nossas preces, às vezes o que sobra de uma história, são os retalhos, os pedaços dos inteiros que fomos um dia. As cicatrizes não se apagarão nunca, nem da pele, nem da alma e é por isso, que a gente acaba por lembrar dos dias que fizemos as malas e fomos deixados sozinhos no terminal esperando por alguém que não apareceria e que nem pretendia aparecer. Renúncias. Nos lembramos dos dias que nos sentenciamos em lágrimas, em um sentimento que dói de um tanto sem tamanho, de não ter descobrido a verdade a tempo, quem é que não quer ser capaz de traduzir em palavras a abstratividade daquilo que nunca foi, aquele nó que dá na garganta, que bagunça o estômago e manda o nosso sono para uma sala de tortura. A tristeza nunca passa, ela melhora, mas não vai embora, às vezes, os gatilhos de memória nos deixam pior, mas a fiel caneta no calendário, de dia após dia cumprir a promessa de seguir ...

Lembranças

Um dia, esse dia será a 10 anos atrás, os bebês que curtimos fotos no Instagram serão quase adolescentes, não estaremos mais na escola ou na faculdade, estaremos formados, e se Deus quiser trabalhando com o que gostamos. Um dia, será 10 anos atrás e as lembranças que são importantes para você, já não importarão mais para as outras pessoas. Um dia, será 10 anos atrás e você se lembrará de uma briga, que no amanhã com outros olhos, você vai ver que não precisava ter se estressado tanto. Desenhamos os nossos sonhos, planejamos a rota da vida, como se ela pudesse ser projetada em um software de computador, mas não será assim, só Deus sabe o que amanhã guarda para nós. E ainda, que mesmo triste no dia de hoje, um dia esse dia será a 10 anos atrás e do que eu sentirei falta? Parece delírio meu dizer que poderia nós, sentirmos falta de um dia triste, e acredite, eu percebo as coisas boas me fazendo feliz nos dias de hoje, meu gato dormindo como se não houvesse amanhã aqui na minha cama, ...

Ela

Ela é o livro mais bonito que eu já li. Minha fada, a pele tão delicada quanto a pétala de uma flor e a sabedoria humilde quanto a de um anjo do céu. Ela é amor e sapatilhas de ponta. Ela é tudo o que seu nome hebraico diz, aquela que está nas graças de Deus. A sua coragem me ensinou a ter coragem, a sua suavidade, ser leve no sorriso, na vida, com a alma. Humana, um estranho ímpar como dizia Carlos Drummond de Andrade. Se você conhecesse o coração dela, sonharia acordado, veria as nuances que existe em seu interior, que ela respira e inspira mundo afora. E todas as aventuras que ela já viveu, as traições que suportou e as lutas que enfrentou, tudo está gravado nos traços dela, e a cada ano que passa mais certeza tenho, não posso nunca, inconcebivelmente deixá-la algum dia, não é só nas cores suaves de seus vestidos, na fragrância delicada de seu perfume, que a vida a torna ímpar e incomum, é também em sua resiliência, que ela, muitas vezes diferente de mim, levanta sempre mais for...

Das pequenas coisas que aprendi...

É difícil entender o propósito das coisas quando elas estão acontecendo e estamos envolvidos pelas aflições momentâneas, mas depois nossa visão fica mais esclarecida e nosso coração passa aceitar que pode sim desejar, mas que não terá na vida tudo o que ele quer, aceitar isso, já nos torna mais resilientes. Hoje, muito diferente de algum tempo atrás, eu já não espero mais viver a glória de que ela viveu feliz para sempre tomando uma taça de champanhe em Paris, mas não por pessimismo ou medo, mas por ser realista, que dificilmente todas as coisas que sonho se concretizarão exatamente como eu desenho na minha cabeça. Que a modéstia e principalmente a humildade devem ser moradoras permanentes dentro do nosso coração, pelas pessoas, mas acima de tudo, por nós.  A humildade nos ajuda a ver a vida com olhos de amor, você consegue entender que as pessoas que você ama, poderão não te amar e ainda te machucar, e mesmo assim, você as perdoará e as libertará. Você percebe que o dinheir...

Era Setembro, 10 anos atrás...

Eu tinha acabado de me tornar dona do meu nariz juridicamente falando, mas essa história é muito mais do que você poder ter o orgulho de apresentar seu documento para aqueles que requisitarem, essa história foi escrita na primavera, há 10 anos atrás, quando tudo ainda era feito de muita poesia, o sol era mais suave sobre a nossa pele, as crianças ainda brincavam na rua e eu tinha um diário para registrar tudo o que me acontecia e para não me sentir tão só. Foi aquele amor que virou minha cabeça, até hoje não sei da parte dele se fora encanto ou desespero. Quando as coisas acontecem rápido demais, colocamos tudo à prova. Eu vi aquela selva de pedras se abrir diante dos meus olhos, fugi de pessoas, calçava sapatilha nos pés, o socorro maior sempre vem dos Céus. Até quando a barriga dói de fome. Eu queria ter coração para continuar escrevendo essa história, fico folheando a quantidade de reviravoltas e os fins que quis dar a ela, a ausência notável das flores, a presença de um poema ...