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Mostrando postagens de março, 2019

30 anos

  Cheguei nos 30. E uma chave virou aqui dentro de mim. Foi consequência dos danos dos últimos anos? Na véspera do meu aniversário eu estava triste e feliz ao mesmo tempo, aquele papo de crise dos 30, é real, mas eu já vivia bem antes de trintar. E acredito que a vida quis forjar um coração e uma mulher mais forte em mim, aos 30 eu não consegui comemorar meu aniversário no lugar onde eu sonhava desde os meus 17. Mistérios da vida. Mas dizer que eu estava triste, mentira. Eu estava feliz, fui a um restaurante italiano, comecei a conhecer aquela dos 30, exatamente no dia do meu aniversário, eu que sempre escolhi restaurantes asiáticos sem pensar duas vezes, estava me dirigindo a um italiano, pela primeira vez espontâneamente. Gostei dessa nova versão dela. Mas ela ainda chora por amor, mesmo tendo chegado aos 30, ninguém escapa, às vezes, o Jurandir tem um belo par de olhos e por azar é geminiano. A parte boa? O sofrimento dura 48 horas e já tenho que me preocupar com o que vou cozin...

Coração Português

O outono começa hoje aqui no Brasil, em Portugal amanhã nasce a primavera, mas eu só queria contar uma história, a temperatura não importa. Desbravamos lonjuras, perfumes e sabores para ter um coração para chamar de lar, ainda que o mar se imponha a impedir qualquer toque, ainda que eu queira partir, o meu coração insiste em ficar e esperar uma chance, que só existe dentro de mim. Agora que escrevo, uma banda portuguesa canta para eu seguir em frente, que quando partimos não devemos voltar, porque a vida é feita de novos desafios sempre, e eu vejo, e eu não discordo, que sempre há um novo dia seja no outono ou na primavera para recomeçar. Me sinto constantemente triste, mesmo sem dever, e então sigo o meu caminho, partindo da ideia de que crescemos, que amamos coisas que jurávamos anos antes nunca amar, que conhecemos novas fragrâncias de perfumes, que a esperança renasce assim como a força dos corações portugueses que adentravam em navios em busca do desconhecido por uma vi...

O nosso próprio caminho

Quando trilhamos o nosso caminho, muitas vezes, ainda somos imaturos demais para percebermos que estamos começando uma jornada de descobertas, que nossas escolhas implicarão em consequências e que muitas vezes no meio do caminho sentiremos duas grandes vontades: a de voltar atrás e a de desistir, e essas duas opções, simplesmente não nos são dadas, como em um jogo de tabuleiro não podemos realocar as peças em seus devidos lugares, zerando o jogo e lançarmos os dados outra vez. A verdade é que precisamos mudar nosso ponto de vista, enfrentarmos melhor os nossos medos que são criados ao longo da caminhada e assim, mudaremos o rumo de nossos passos. A consciência do que somos, do que estamos fazendo e do que queremos é a resposta para não nos sentirmos tão perdidos. Porque sozinhos, de alguma forma, precisaremos nos acostumar com essa solidão, o nosso caminho é personalíssimo e intransmissível (como seria dito no Direito), é cada um por si e ponto. O auxílio espiritual, de certo, nun...

Não repare a bagunça, a minha vida está em reforma.

Esses dias navegando internet afora, acabei indo pesquisar sobre a vida da cantora Maysa e em um documentário sobre sua vida, me deparei com a seguinte frase dita por ela: " se a gente se repete as coisas, mesmo aquelas que pertencem à nossa própria fé ou à nossa própria esperança, essas coisas começam a morrer e como! Então já não é possível dizer sempre as mesmas coisas, ainda que elas sejam tão importantes". Dizeres profundos, ditos com simplicidade e que realmente fazem a diferença. A mudança é a única constante, e eu estou passando sim, por um momento de reforma íntima, não porque eu quero, mas porque a mudança apenas se fez, se instalou aqui, mudou todas as minhas respostas, bagunçou minhas crenças, questionou o meu ser, o lado soberano de todo ser humano. E agora tudo que eu tenho tentado fazer é viver um dia de cada vez, porque estou quase me formando na faculdade, a pressão com monografia está gigantesca, e entre crises de choro e noites insones, eu pude des...