Cheguei nos 30. E uma chave virou aqui dentro de mim. Foi consequência dos danos dos últimos anos? Na véspera do meu aniversário eu estava triste e feliz ao mesmo tempo, aquele papo de crise dos 30, é real, mas eu já vivia bem antes de trintar. E acredito que a vida quis forjar um coração e uma mulher mais forte em mim, aos 30 eu não consegui comemorar meu aniversário no lugar onde eu sonhava desde os meus 17. Mistérios da vida. Mas dizer que eu estava triste, mentira. Eu estava feliz, fui a um restaurante italiano, comecei a conhecer aquela dos 30, exatamente no dia do meu aniversário, eu que sempre escolhi restaurantes asiáticos sem pensar duas vezes, estava me dirigindo a um italiano, pela primeira vez espontâneamente. Gostei dessa nova versão dela. Mas ela ainda chora por amor, mesmo tendo chegado aos 30, ninguém escapa, às vezes, o Jurandir tem um belo par de olhos e por azar é geminiano. A parte boa? O sofrimento dura 48 horas e já tenho que me preocupar com o que vou cozin...
Cheguei nos 30. E uma chave virou aqui dentro de mim. Foi consequência dos danos dos últimos anos? Na véspera do meu aniversário eu estava triste e feliz ao mesmo tempo, aquele papo de crise dos 30, é real, mas eu já vivia bem antes de trintar. E acredito que a vida quis forjar um coração e uma mulher mais forte em mim, aos 30 eu não consegui comemorar meu aniversário no lugar onde eu sonhava desde os meus 17. Mistérios da vida. Mas dizer que eu estava triste, mentira. Eu estava feliz, fui a um restaurante italiano, comecei a conhecer aquela dos 30, exatamente no dia do meu aniversário, eu que sempre escolhi restaurantes asiáticos sem pensar duas vezes, estava me dirigindo a um italiano, pela primeira vez espontâneamente. Gostei dessa nova versão dela. Mas ela ainda chora por amor, mesmo tendo chegado aos 30, ninguém escapa, às vezes, o Jurandir tem um belo par de olhos e por azar é geminiano. A parte boa? O sofrimento dura 48 horas e já tenho que me preocupar com o que vou cozinhar para a marmita do trabalho, com minha pós-graduação e outras que estão por vir e ainda tenho alemão para praticar. Eu e ela, somos a mesma pessoa, apenas estou descobrindo novas partes de mim, um amigo tinha razão, a vida fica mais interessante aos 30, sempre foi bom ouvir conselhos dos mais velhos.
Prometi a mim mesma que escreveria mais aqui esse ano e me pego em setembro, hoje o dia foi muito chuvoso, 1 hora só pra chegar na metade do caminho pra casa, São Paulo sendo São Paulo, amo essa cidade, com todas as minhas forças, mas em dias de chuva, ela testa esse amor. Só esse ano eu tenho a monografia da minha pós-graduação para terminar e meu livro para escrever, estou de parabéns, meu texto sobre os 30, está virando uma "to do list". Piadas sem graça a parte. Hoje, mesmo em um dia de cansaço, eu lembrei de mim no meio da rotina, acho que os 30 anos, principalmente, me trouxeram a urgência de ser, de viver quem eu sou, deixar minha essência por onde eu passar, a gente passa uma boa parte da vida preocupado com o que vai fazer no dia seguinte por conta da rotina, trabalhar, cuidar da casa, pagar as contas e quando a gente vê, os anos se passaram, e ficamos focados em coisas corriqueiramente banais e o que não era banal, ficou por fazer.
Eu quero melhorar isso, me enxergar no meio da rotina e dar a minha atenção ao que realmente merece florescer.
E hoje, para finalizar esse texto, deixo uma foto do meu bolo de aniversário, porque ele foi exatamente como eu sonhei, vermelho e de chocolate! Porque afinal, 1996, o último ano dos millenials, estava entrando em uma nova década e isso, definitivamente, precisava ser bem celebrado!
Com amor,
Aline Bittencourt
